Sobre Gerações

Talvez seja esse o tópico do dia, gerações.
Eu sempre tenho a impressão que muito do que fazemos no inicio da fase adulta não passa de lutar pelo puro prazer de “porque sim”.
Me vem a cabeça que talvez toda essa problematização seja fruto de mais um ciclo da história onde os jovens não tem mais paciência de esperar que os mais velhos passem o bastão apropriadamente para mudarem o mundo, gritamos, brigamos e queremos que todos os velhos que até agora escreveram as regras usem a própria caneta para moldar o fim de suas vidas como o inicio das nossas.
Talvez seja preguiça, talvez seja medo, talvez seja mero receio de repetir alguma outra geração com a qual ninguém mais se importa.
Dois passos para frente e um para trás.
Porque mais algum jovem iria gritar aos sete ventos que ama fumar maconha ou usar drogas?
Nossa rebeldia parece nos privar do equilíbrio que as outras gerações tentaram ter (e provavelmente falharam) para discutir qualquer questão partindo de fatos, raciocínio e (talvez) cientificismo. Queremos provar que nosso ponto é o certo gritando aos ventos de todas as estações que acontecem hoje em todos os lugares do mundo que pensamos diferente, mesmo que para isso tenhamos que omitir ou mentir.
Seja pela fumaça que você inala por um cigarro, maconha ou qualquer outra droga, qualquer uma mesmo, é provável que você ao gritar e espernear para ter oque quer antes de sua vez de “dominar o mundo” passe por besta por inocentemente não colocar os devidos asteriscos e notas de rodapé necessárias para a defesa de causas que, no fim das contas, são humanas, nem que seja no sentido de conseguir incorporar em si mesmas a honestidade que talvez falte para o jovem idealista devido a cegueira que a paixão pode nos trazer.
Talvez todo o ponto desse pensamento seja, no fim das contas, o seguinte:
Aquilo que mais nos fortalece na defesa do que queremos é o mesmo que nos cega para algumas batalhas. Ame menos suas causas e defenda elas por diminuírem a dor que enfrentamos enquanto seres humanos em um mundo sujo, triste e injusto.
Afinal, ainda não terminamos de receber o mundo de nossos pais.

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