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Autorretrato #2

Rising Gundo - 1b cortado

Este sou eu, emanando poderes imaginários. Feito no GIMP.

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Notas I

Justiça, verborragia e senso comum – O homem que dizia muito e não falava nada – Tornando-se superficial em algumas palavras

Sensus commom

Tenho pensado um pouco sobre esses temas, o senso comum é algo que tem um poder grandioso no dia a dia das pessoas, os haters como fenômeno social estão aí para provar que, efetivamente, a máscara do anonimato encobre bem a face envergonhada das pessoas que precisam dos seus minutos de ódio diário para conviverem normalmente na sociedade. Não me lembro bem onde, mas recentemente li uma frase que foi atribuída a Nietzsche que soava algo como isso: Continuar lendo

Caveiras e diplomas

Ser feliz, alegre e celebrar as vitórias pessoais. Celebrar as conquistas de outros mil que, assim como eu, passaram pelo mesmo trauma e pela mesma provação da qual eu acabei de me livrar. Comemorar, sim. Libertar o meu eu das amarras impostas pelas tarefas e pela excruciante rotina de quem busca muito algo. Deveria eu comemorar?

Do que vale um carro novo? Do que vale uma casa maior ou um diploma universitário?

Deveria eu ser feliz pelas conquistas e por isso comemorar? Ou talvez eu devesse simplesmente purgar as dores e angústias que a perseguição de objetivos me trazem?

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Retifica mecânica e outros frutos pomar

Sim amigos, eu vou falar sobre ela, a grande, poderosa e verdadeira laranja mecânica, não aquela que a maioria de vocês cinéfilos e serial watchers conhece, eu falo da verdadeira e completa laranja de Anthony Burgess que em sua edição especial de 50 anos ganhou uma belíssima edição especial feita pela XXXXXXXXXX que acompanha, além de tudo, um caderninho muito horrorshow de brinde.

Sinopse

Ludwig van – ultraviolência e juventude – escolha a besta menos antipática – meu inimigo Ludovico – O garoto atrasado – O que você não sabe se só viu o filme.

Um jovem ultra-violento e sua trupe de druguis (amigos) andam pelas ruas de uma cidade qualquer praticando atos de ultraviolência no topor do uso de substâncias entorpecentes com o objetivo de se divertirem e passarem a noite. Alex, o líder dessa gangue e amante da música clássica coordena ataques a velhos, adultos e crianças indefesas os quais roubam, estupram e dão grandes surras, até que um desses crimes é descoberto pela policia, que encontra Alex sozinho na cena de um crime que culminou no assassinato de uma velha senhora que resistiu às suas crueldades. Alex é então capturado e enviado para a prisão e, inconformado com o abandono por parte de seus druguis, torna-se um jovem solitário e amargurado. Continuar lendo

Sobre Gerações

Talvez seja esse o tópico do dia, gerações.
Eu sempre tenho a impressão que muito do que fazemos no inicio da fase adulta não passa de lutar pelo puro prazer de “porque sim”.
Me vem a cabeça que talvez toda essa problematização seja fruto de mais um ciclo da história onde os jovens não tem mais paciência de esperar que os mais velhos passem o bastão apropriadamente para mudarem o mundo, gritamos, brigamos e queremos que todos os velhos que até agora escreveram as regras usem a própria caneta para moldar o fim de suas vidas como o inicio das nossas. Continuar lendo

Intelectual, mas idiota

Por Nassim Nicholas Taleb, traduzido por Gabriel Segundo

16 de setembro de 2016[A]

Introdução

Texto publicado por Nassim Nicholas Taleb em seu blog na no Medium. Original disponível em inglês em The Intellectual Yet Idiot. Tradução publicada em IIindex por Gabriel Segundo em 21 de fevereiro de 2017. A reprodução desse conteúdo é livre para todos os meios menos o Huffington Post (em todas as línguas), assim como o original em inglês, desde que cite a fonte do original.


Oque viemos acompanhando pelo mundo todo, da India até a Inglaterra passando pelos EUA, é uma revolta contra o núcleo dos fora-do-jogo, funcionários legisladores (fazedores de política) e jornalistas insiders, aquela classe paternalista de experts semi-intelectuais advindo de universidades de prestigio [B] ou qualquer outro tipo de educação voltada para o nome da instituição que estão dizendo para o resto de nós 1) o que fazer, 2) o que comer, 3) como falar, 4) como pensar… e 5) em quem votar. Continuar lendo

Bençãos?

Bênçãos, dádivas, milagres, concessões divinas ou mesmo superiores. Resultados, recebidos por um suposto merecimento, correto?

Mesmo que sejam e existam, não seriam as bençãos simplesmente um pedido de desculpas?

Desculpas.

Pela dor, pela angústia, pela agonia que enfrentamos, pelas perdas, pelas lágrimas que derramamos em nome do convencimento de que teremos alguma recompensa. E no fim, no apagar das luzes, no selar do caixão, no retornar à rotina, há aqueles que acreditam piamente que até os menos afortunados, os miseráveis, os infelizes, os acometidos pelas dores de uma existência que, fora da nossa percepção, da nossa gaiola dourada, não nutre nenhum tipo de senso de justiça, terão a redenção prometida pelos belos contos dos homens de boa índole.

Pergunto mais uma vez,

Bênçãos? Para quem? Continuar lendo